Carrovelismo ou Windcar


WINDCAR



O carrovelismo, mais conhecido no Brasil como Windcar é uma prática esportiva ou um divertimento saudável muito difundido no mundo inteiro. Contando com campeonatos mundiais em várias categorias mas não tão praticado em nosso país. A expressão “windcar” ficou conhecida no Brasil, sendo Carrovelismo mais restrito. geralmente são veículos triciclos a vela.

Hoje a população mundial está dando mais atenção às práticas ecologicamente corretas e buscando um contato mais afinado com a natureza. No Brasil a extensa faixa litorânea favorece o esporte. Moro na maior praia do mundo em extenção, mais de 200 km de extensão, solo geralmente firme e ventos praticamente perenes.
Diversão o ano todo, inclusive sendo mais livre fora da temporada de verão onde reduzido número de frequentadores liberam a praia para velocidades maiores. Contato com a natureza, interferência positiva ao meio com suas velas coloridas e a ausência de ruído e outros poluentes fazem do windcar ou carrovelismo uma atividade que tem ainda muito espaço para conquistar.

Praticado em solo firme ou mesmo no gelo com auxílio de lâminas proporciona emoção e muita velocidade, acompanhando a evolução das velas ou mesmo das pipas, conhecidas na Espanha como cometas atingem hoje velocidades superiores a do vento, batendo recordes de velocidade a mais de 180 km/h.

Windcar Brasil passa a partir deste blog divulgar a prática de atividades onde rodas e o vento estão intimamente relacionados e ainda buscar adeptos a prática.

Podemos dizer que qualquer veículo com rodas, triciclo ou mais usando o vento através de uma vela ou mesmo kites podem ser considerados nesse grupo onde a cabeça varrida pelo vento se liberta de pensamentos densos e a cada manobra ou evolução fazem parte do nosso crescimento.

Windcar Brasil
Paulo Albernaz
aerojango@gmail.com






O INTERCÂMBIO ENTRE CULTURAS E CONHECIMENTO TÉCNICO E HUMANO DEVEM SER COMPARTILHADOS.

(história do carrovelismo, texto repassado pelo amigo Arão Vargas praticante de carrovelismo no litoral norte do Rio Grande do Sul - Brasil)
Windcar Origens: Em 1598, na Holanda, o engenheiro e matemático Simon Stevin, a pedido do Conde Maurício de Nassau (estabelecido no Brasil, no século seguinte), construiu um verdadeiro “coletivo à vela” para reduzir o cansaço das pessoas. O coletivo era capaz de transportar 28 indivíduos por 75km, em duas horas ininterruptas. Desde então, houve uma evolução constante das velas e dos veículos como meio de transporte. Em 1898, em uma cidade belga chamada De Panne, situada nos limites da França, os irmãos André e François Dumont começaram a desenvolver velas para atingir, em competições, a maior velocidade possível. No Brasil, Lodovico Brunetti foi o pioneiro neste esporte, começou a praticar na Praia de Pitangueiras, no Guarujá-SP, em 1936. Há indícios de que, na década de 1940, algumas pessoas demonstraram interesse no Brasil por “andar sobre rodas movidas ao vento”.
Início década de 1990: Neste período, Amyr Klink e Paul Gaiser percorreram a costa gaúcha em carros à vela, tipo Manta, atraindo muitos adeptos que passaram a construir seus carros, a realizar raids e competições, vindo a formar a Associação Gaúcha de Windcar em 1991. Lodovico Brunetti (SP) é o mais aficionado defensor da modalidade, promotor do intercâmbio entre construtores e esportistas europeus, o que possibilitou, aos demais esportistas o acesso às técnicas de pilotagem, às regras básicas e aos equipamentos brasileiros. Lodovico fundou a Associação Paulista de Carro a Vela-APAW e é construtor dos equipamentos. Em Santa Catarina, um grupo de pilotos liderado por Henrique Borba investiu na criação da Associação Catarinense de Carro a Vela-ACW Ainda neste período realizou-se o primeiro evento que reuniu pilotos de todo o Brasil – RS, SP e RJ. O sucesso deste evento impulsionou a realização do primeiro Campeonato Brasileiro, em Capão da Canoa-RS.
1991: Fundação da Associação Gaúcha de Windcar-AGAW que realiza os eventos oficiais do esporte nas modalidades prova de revezamento, longa distância e provas de equipe. O primeiro Raid Ecológico reuniu 22 pilotos para percorrer, em 7 dias, os 650 quilômetros entre a praia de Torres e a cidade de Chuí, no extremo sul do Estado. Com o objetivo de ampliar as fronteiras para a prática do Carro à Vela, foram realizadas duas excursões a primeira das quais ao Chile-deserto do Atacama, que, por ser um terreno muito macio, não oferecia condições favoráveis para a prática da modalidade.
1995: Fábio Trein foi campeão brasileiro estreante.
1996: Este ano marcou a primeira participação de pilotos brasileiros em competições internacionais. No Tour D’Europe, realizado na Bélgica, França e Inglaterra durante 14 dias, Roberto Nardi e Paulo Moraes conquistam o terceiro lugar.
1997: Fundação da Federação Brasileira de Carro a Vela, em Porto Alegre-RS, constituída pelas Associações Paulista, Gaúcha e Catarinense de Windcar. Jorge Bercht conquistou o campeonato brasileiro na classe 5. Lê Borba foi campeão brasileiro júnior. Paulo Moraes conquistou o pentacampeonato brasileiro (1992 – 1996). Guilherme Simões foi campeão brasileiro júnior. Durante 3 dias realizou-se um passeio com 25 pilotos, entre as praias de Torres e Mariluz, no Rio Grande do Sul, num percurso de aproximadamente 100 quilômetros. O evento atraiu grande público e a atenção da mídia, a ponto de passar a integrar o calendário anual.
1998: Além dos eventos oficiais no Brasil, uma equipe brasileira, representando a FBCV, marcou presença no 6º Campeonato Mundial de Carro à Vela, realizado em De Panne-Bélgica. Neste evento, o Brasil obteve o 4º lugar por equipe, ficando à frente de países tradicionais na modalidade como EUA, Inglaterra, Nova Zelândia, Holanda e Austrália. Fábio Trein foi campeão brasileiro nas classes 3 e 5. Jorge Bercht foi vice-campeão brasileiro e conquistou o 4º lugar por equipe no mundial, juntamente com Roberto Nardi, Roberto Azambuja, Carlos Simões e Paulo Moraes. Caio Borba foi campeão brasileiro júnior. Na capital mundial do carrovelismo – De Panne-Bélgica – foi comemorado o centenário da primeira corrida.
Década de 1990: A modalidade começou a se desenvolver de forma mais organizada com a realização de campeonatos regionais, brasileiros e sul-americanos. Há também campeonatos mundiais e europeus. Antes disso, algumas pessoas construíam seus carros baseados em fotografias de revistas importadas ou inspirados em barcos à vela. Numa mistura de competição com criatividade, foram realizados vários tipos de eventos: provas de revezamento, longa distância e provas em equipes, além das competições em circuitos ovais, nos moldes das provas realizadas na Europa, de acordo com as regras da Fédération International de Sand et Land Yatching–FISLY entidade que rege a prática do Carro à Vela em todo o mundo.
2000: Fabio Trein, Jorge Berchte Carlos Simões foram convidados a participar do 7º Red Bull, Campeonato Mundial de Carro à Vela, em Terscheling-Holanda, que contou com 43 pilotos de 10 países. Conquistaram o 3º lugar na categoria standart

2001: As praias de Rada Tilly-Patagônia foram qualificadas por Eric Engelbrecht, presidente da FISLY, como uma das melhores do mundo para a prática do esporte. No campeonato Sul- Americano em Rada Tilly, Paulo Morais venceu e o Brasil marcou uma boa presença colocando 6 pilotos entre os 10 primeiros colocados. Foi realizado, em Arroio do Sal-RS o primeiro Enduro por Equipes de Carro à Vela.
2002: Em Ivanpah Dry Lake-EUA aconteceu o mundial de carrovelismo. No litoral do RS aconteceram as gravações do programa “Aventuras AXN Windcar nas Areias do Sul”, com os pilotos do Clube Papa Vento fazendo parte da equipe AXN. Em Córdoba- Argentina, foi realizado o 6º Encontro Sul-Americano de carros à vela.
2003: O VIII Campeonato Austral de Carrovelismo, realizado na praia de Rada Tilly-Argentina, contou com a presença de atletas do Brasil, Chile, EUA e Argentina. No balneário El Condor (norte da Patagônia, Argentina) foi realizado o evento “El Mes del Viento”. Participaram do evento os brasileiros Jorge Bercht, Carlos Simões, Rui Braga, Roberto Azambuja, Ricardo Ambros, Tadeu Krug, Ralph Kaloeich, Rudi Weisbauer, Bia Bolemann, Roberto Nardi, entre outros.

Situação Atual: Nas praias do litoral sul se concentram os maiores números de praticantes de carrovelismo. Em outros países, o esporte é praticando também no deserto e no gelo, bastante difundido na Europa. Na Bélgica, França, Holanda, Alemanha e Inglaterra, o número de praticantes supera a marca de 10.000 pessoas inscritas em Clubes e Federações. Há federações registradas também na Argentina, Austrália, Dinamarca, Holanda, Nova Zelândia, Emirados Árabes e Estados Unidos. A Federação Brasileira de Carro à Vela, em Porto Alegre, aponta 60 atletas federados e estima na ordem de 150 praticantes regulares no Brasil mas, devido ao crescimento desordenado e a dificuldade de controle operacional, um grande número de pessoas já deve ter tido contato com esta prática (praticantes ocasionais). Valorizado pelo efeito visual do colorido das velas que se destacam na relevância dos recursos naturais brasileiros e pela facilidade de acesso a praticantes ocasionais, o esporte, embora ainda pouco desenvolvido no país, merece destaque como potencial provocador de turismo interno e externo e vem ganhando, aos poucos, destaque de mídia e atenção das operadoras de Turismo de Aventura. Roberto Nardi, de Porto Alegre-RS e Lodovico Brunetti (SP) movimentam a indústria nacional com a construção dos veículos porém consideram que o pequeno número de praticantes inviabiliza a formação de uma linha de produção. O windicar custa em média R$ 2.500,00 a R$ 4.000,00, dependendo do material utilizado. Visando a popularização do esporte, Lodovico faz demonstrações nos finais de semana no Parque Vila Lobos–SP. Segundo este especialista, apesar do Brasil possuir um extenso litoral, as praias de areia fofa não são ideais para este tipo de esporte. Para este tipo de terreno, são necessários pneus especiais – tipo ballon, que são importados e muito caros. Rio Grande do Sul e Santa Catarina, por possuírem litoral muito extenso, são locais muito propícios para esse tipo de esporte. Em São Paulo (litoral) destaca-se como point a Ilha Comprida pois reúne as condições ideais para a prática do carrovelismo: são 74 km ininterruptos de praia larga e com piso firme. O que eu tenho na memoria é que em aprox. 1981 a terraplanagem do Iguatemi foi a primeira pista n o RS depois passou para Torres e Capão da Canoa.

Colaboração de Carlos Simoes:
 Vamos continuar este relato: Em 2004 Carlos Simões participa do TRANSAT DES SABLES, na Sahara, Marrocos. Em 2006 o Campeonato Mundial é na França, e dele participaram Jorge Bercht, Rudi Wiesbauer e Carlos Simoes. Em 2008, na Argentina mais de 10 pilotos brasileiros participam em varias categorias do Campeonato Mundial. Em 2010 somente Carlos Simões participa na Bélgica, em De Panne, do Campeonato Mundial. Em 2012, na França, Mont Saint Michael, mais um mundial com apenas um piloto: Carlos Simões.
Em breve mais informação

Estamos hoje permanentemente conectados ao foro da Asociasón Española de Carrovelismo
http://foro.carrosavela.org/index.php

Comentários

  1. Boa noite ! Parabéns pelas informações sobre o esporte ajudou bastante. Tenho muitas dúvidas ainda e percebo que são raras as informações. Esse é o único meio de comunicar com o senhor ?

    ResponderExcluir
  2. Onde consigo comprar um windcar?

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Olá, eu fabrico sob encomenda o cahassi e indico o fabricante de vela

      Excluir
  3. Olá ! Também gostaria de saber quais são os fabricantes de wind car aqui no Brasil

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Dentro da categoria e competitivo são poucos. Eu fabrico dob encomenda.

      Excluir
  4. Paulo, bom dia!
    Para mim foi surpresa saber que velejaria em uma praia, digamos assim, acessível.
    Parceiro, vou ter um e eu sei que vou conseguir. Moro em imperatriz ma mas tenho disponibilidades às praias capixabas, cearences e paraenses. Só tenho que ser melhor instruidos. Onde consigo treinamento para pilotar?...tem car com 2 lugares para a festa ser em dupla? É caro ter?
    Desculpe por estar ancioso. Conhece praia de Salinas no Pará? Acho que lá seria o meu aprendizado.
    Por favor, poderia me orientar?

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. O Chassi inteiramente de inox dentro da categoroa 5.6 eu fabrico por R$3000,00 tendo que adquirir o conjunto de vela e rodas a parte. É fácil de velejar. Se quiser fabricar eu vendo o projeto do chassi em pdf

      Excluir
  5. Desculpe a indelicadeza, me chamo João Paulo e no momento estou em fortaleza passando férias.
    Abraço!

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Paulo bom dia...é preciso o curso pessoalmente ou vc teria junto com o car as instruções? Quanto vela e rodas mais uma vez precisaria de suas indicações. Eu entro aq no site sempre para ver suas emoções e textos. Abraço.

      Excluir
  6. Olá, dou suporte e orientação por tempo indeterminado e é fácil controlar o carro a vela. Se quiser pode entrar em contato por whats para respostas mais imediatas. 053984370952

    ResponderExcluir
  7. Olá Paulo. Ainda produz Wind car para venda?se não, onde conseguir?

    ResponderExcluir
  8. Boa tarde Paulo. O seu WhatsApp está atualizado? 053984370952
    Enviei um email pra vc solicitando algumas orientações e agradeço se puder me responder. Meu WhatsApp é 5573999027410
    O email mais usado é guilhermesoutoalves@hotmail.com

    ResponderExcluir
  9. sim produzo o chassi por encomenda, o whats é esse.

    ResponderExcluir

Postar um comentário